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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

SAUDAÇÃO AOS IDOSOS

Quando passo pela praça,
Eu os vejo cheios de graça,
Esparramados pelos bancos,
Quais ervas pelos campos,
Em grupos ou solitários,
Dando vida ao cenário.

Alguns, tendo o papel cumprido,
Desfrutam do prêmio merecido,
Outros, pelo trato da vida,
Não tiveram a mesma sorte deferida;
Mas, todos parecem felizes,
Conformados com as suas raízes.

Em comum, as suas caminhadas,
Histórias verdadeiras ou inventadas,
Que, entre lances e jogadas,
Pouco a pouco vão sendo contadas,
Com detalhes e cores rebuscadas,
Não faltando situações apimentadas.

Colcha de retalhos de fios nobres,
Aconchego de ricos e pobres,
A praça não faz discriminação,
Cada qual ali é um novo irmão;
Diferente do geral da sociedade,
Ela acolhe o idoso com dignidade.

Assim, à luz do sol ou clarão da lua,
Nas esquinas ou nos leitos das ruas,
Pela sobra do amanhã que ainda resta,
Valores agregados que o passado atesta,
Sonho de liberdade que nada mais afasta             Dedico este poema aos idosos lá na praça.

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